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Sobre a Antília
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O porquê do nome Antília

Antília é o nome de uma ilha mítica que no contexto das lendas celtas se identifica com a Ilha de Avalon ou com a Ilha Branca do Norte (Leuké, também chamada Ilha de Vidro), morada simbólica dos bem-aventurados e Terra dos Vivos que tanto na mitologia atlântico-ocidental como extremo-oriental aparece assimilada a uma montanha habitada por príncipes e sábios que conhecem a arte de bem governar e onde “não se chega nem por mar nem por terra”, visto que só “o voo do espírito permite atingi-la”.
Antília seria na tradição portuguesa correspondente à morada do rei D. Sebastião, pois, da mesma maneira que o rei Artur virá um dia das brumas de Avalon, D. Sebastião regressará numa manhã de nevoeiro…
Diversas vezes se estabeleceu, também, a associação entre a ilha de Antília e a de Sete Cidades (Septem Ciuitates).
Muitos autores relacionaram–na com a Atlântida.
Na parte final do reinado de Dom João II, um açoriano de nome Fernão Teles teria procurado, em vão, a ilha Antilia.
No século XVI, Pierre de Medine, autor do "Traite de l'Art de Naviguer" escreveu o seguinte:

"Não longe da ilha da Madeira, havia uma outra ilha que se chamava Antilia e que já não se vê mais, hoje em dia...Num Ptolomeu, que tinha sido dirigida ao papa Urbano VI, encontrei esta ilha, indicada com a seguinte legenda: Esta ilha Antilia foi outrora descoberta pelos Portugueses, mas hoje já não se avista quando é procurada. Aí foram encontradas pessoas de língua espanhola, que consta terem-se refugiado nesta ilha fugindo dos invasores da Hispânia, no reinado do rei Rodrigo, o ultimo a governar a Hispânia no tempo dos Godos. Há um arcebispo com seis outros bispos, e cada um deles tem a sua cidade própria, o que leva muitas pessoas a chamarem-lhe a ilha das Sete Cidades; o povo vive muito cristãmente, cumulado de todas as riquezas deste mundo".

Surge ainda uma representação tardia num mapa de Descelier de 1546. Uma breve inscrição dá-lhe o nome de Sete Cidades e refere que pertence a Portugal. Daí o logotipo com 7 pequenos círculos.

Política editorial

Livros de arte, ficção histórica estrangeira, investigação histórica portuguesa, um segmento de ensaio dedicado à história do século XX (investigação e outros pontos de vista).
Autores do nosso agrado, na forja para eventual publicação, René Guenon, Vladimir Volkoff, a geração dos Hussardos (Roger Nimier), etc.
Qualidade: valorizar o livro em papel, escolha dos autores, qualidade da obra, o cuidado na tradução (uma má tradução arruina uma boa obra), o rigor na paginação, tipo de encadernação, o papel, aspecto gráfico da capa, etc. A qualidade acima de tudo.

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